Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o Meu Coração. Foi da alma tíbia que a Minha alma sentiu repugnância no Jardim das Oliveiras. Elas Me levaram a dizer: "Pai, afasta de Mim este cálice, se assim for a Vossa vontade". Para elas, a última tábua de salvação é recorrer à Minha misericórdia.
Ó compassivo Jesus, que sois a própria compaixão, trago à mansão do Vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se esqueçam no fogo do Vosso amor puro estas almas geladas que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da Vossa misericórdia e atraí-as até o fogo do Vosso amor e concendei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.
O fogo e o gelo não podem ser unidos.
Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete;
Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode auxiliar indigências ainda maiores.
Eterno Pai olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por sua agonia de três horas da Cruz, permití que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia. Amém.
Ó dia eterno, ó dia desejado,
Espero por ti com saudade e ansiedade,
O amor afastará logo os véus,
E tu serás a minha salvação.
Ó dia lindíssimo, momento incomparável
Em que verei, pela primeira vez, a meu Deus,
Esposo da minha alma e Senhor dos senhores,
Sinto que o terror não dominará minha alma.
Ó dia soleníssimo, ó dia luminoso,
Em que a alma conhecerá a Deus em Seu poder
E mergulhará toda em Seu amor,
E conhecerá que já passaram as penúrias do exílio.
Ó dia feliz, ó dia abençoado
Em que o meu coração se inflamará de um calor eterno,
Porque já agora Te pressinto, embora através de véus,
Tu és para mim, Ó Jesus, enlevo e encanto na vida e na morte.
Ó dia, pelo qual espero a vida toda,
Eu Te espero tanto, ó Senhor
Porque unicamente a Ti desejo:
Tu és tudo no meu coração, e tudo mais, é o nada.
Ó dia de delícias, de eternas suavidades,
Deus de grande majestade, Esposo meu,
Tu sabes que nada satisfará um coração virginal,
Em Teu doce Coração reclino o meu rosto.
( A Novena à Divina Misericórdia, que rezamos nos últimos dias, foi transcrita do Diário de Santa Faustina n. 1210 ao n. 1230 )
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